Transcrição Episódio 1 Podcast Todos na Web

A transcrição foi levemente editada para melhorar a fluidez e a leitura, mantendo o sentido e a intenção das falas originais

[Amanda]
Oi, pessoal!
Hoje a gente está iniciando aqui uma conversa para apresentar o podcast Todos na Web, que é um espaço que a gente está promovendo para traduzir a norma da ABNT de Acessibilidade na Web em prática.
E qual é a ideia disso daqui? É poder explicar o que é a norma, a sua aplicabilidade no dia a dia e como utilizá-la para apoiar decisões. É um conteúdo que vai ser muito bom para quem é desenvolvedor, para quem faz publicação de conteúdo, para o pessoal de design, para o pessoal de gestão, enfim: serve pra todo mundo que trabalha, estuda ou tem interesse na área.
Então, fique aqui e acompanhe a nossa conversa, porque a gente vai explicar um pouquinho mais sobre essa iniciativa e também lembrar que a acessibilidade digital já é lei no Brasil. Isso só reforça a importância dessa temática e a importância dessa iniciativa, desse podcast.
Eu me chamo Amanda e estou aqui com o Núcleo de Acessibilidade do Ceweb. Antes de passar para o pessoal se apresentar, eu quero me apresentar também e me autodescrever.
Eu sou analista de projetos no Ceweb. Sou uma mulher parda, de cabelos longos e escuros. Eles estão atualmente na altura do seio e são pretos. Eu estou vestindo uma camiseta preta com o logo do Ceweb e estou aqui junto com o Reinaldo Ferraz e com a Jeniffer Deus, que eu vou pedir para se apresentarem e também se autodescreverem.
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[Reinaldo]
Oi, Amanda. Oi, Jeniffer. Oi, pessoal!
Eu sou o Reinaldo Ferraz, especialista em acessibilidade digital do Ceweb.br. Sou um homem branco, de cabelo castanho claro, com uma barba que já está ficando branca, e estou usando a camiseta preta do Ceweb.
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[Jeniffer]
Oi, gente!
Eu sou a Jeniffer Deus, analista de projetos aqui no Ceweb também. Sou uma mulher branca, de cabelos loiros compridos, com franja que às vezes não fica tão retinha quanto eu gostaria. Tenho olhos verdes e também estou com a camiseta preta do Ceweb hoje.
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[Amanda]
Hoje a gente vai começar a falar um pouquinho sobre o que é o podcast Todos na Web, que nasce como um complemento a esse ecossistema da acessibilidade digital.
Com esse podcast, a gente quer traduzir a norma ABNT de Acessibilidade na Web — que a gente vai explicar ao longo dessa conversa o que é, de fato. A ideia é compartilhar experiências, entender como ela funciona apoiando as decisões de quem trabalha com esse tema no dia a dia e também lembrar que é uma obrigação legal no Brasil, algo sobre o qual a gente também vai conversar ao longo do episódio.
Jeni, você quer contar um pouquinho do porquê a gente está aqui, por que a gente resolveu criar esse podcast e essa iniciativa? Rei, compartilha também, por favor.
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[Jeniffer]
A gente percebeu que, apesar da existência de bons materiais técnicos, a gente queria aproximar essa conversa de todas as pessoas que precisam aplicar essa norma no dia a dia.
Então, nós vamos ter aqui pessoas conversando sobre isso, trazendo vivências práticas para ajudar as equipes que precisam aplicar a norma.
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[Reinaldo]
É, e acho que essa é a ideia mesmo desse podcast: fazer um formato diferente, mais simples, mais dinâmico, sem foco especificamente em uma documentação complexa. A ideia é facilitar a compreensão da norma.
E isso que a Amanda comentou é muito importante. A ideia desse podcast inicial é a gente fazer uma apresentação sobre a norma ABNT 17225, sobre os critérios da norma da ABNT, que a gente vai falar ao longo dessa conversa aqui.
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[Jeniffer]
Isso. Então, a ideia aqui não é esgotar o tema, mas construir juntos uma jornada. Você pode voltar e assistir da forma que faça mais sentido para você, para o seu contexto.
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[Amanda]
Nos últimos anos, a gente tem falado muito de acessibilidade digital no Brasil. Desde 2015, a gente já tem a LBI, que é a Lei Brasileira de Inclusão, que diz que produtos e serviços digitais precisam ser acessíveis.
O que eu percebo é que ainda faltava, de fato, algo que organizasse esse “como fazer”, efetivamente. Então, agora, com a ABNT — e aí vocês vão destrinchar um pouquinho mais isso — o Brasil finalmente tem uma referência nacional sobre esse tema.
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[Reinaldo]
É, a lei aponta a obrigatoriedade técnica: ela fala sobre estar em conformidade com diretrizes e boas práticas internacionalmente adotadas, mas não diz o que necessariamente fazer.
Pra gente que lida com acessibilidade, sabe que são as diretrizes internacionais da WCAG e tudo. Mas era preciso ter uma norma técnica para tocar nesse aspecto. E uma norma técnica brasileira, para facilitar essa compreensão sobre o tema.
Então, para ter essa conformidade, era importante ter essa norma técnica brasileira.
E um ponto importante é que essa norma foi desenvolvida de forma coletiva por dezenas de especialistas em acessibilidade e foi coordenada pelo Ceweb. É um movimento muito importante: ela é desenvolvida com especialistas e com pessoas com deficiência, que também fizeram parte desse processo.
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[Jeniffer]
Sim, e uma coisa muito bacana de comentar é que essa norma cria uma base comum para conversar sobre acessibilidade na web.
A gente está consolidando orientações técnicas que definem o que é um produto digital acessível e, assim, as equipes vão poder falar a mesma linguagem. Quando todo mundo falar do que é um produto digital acessível e usar a norma como base comum, vai poder ter um entendimento compartilhado sobre o que é isso.
E, complementando o que o Rei falou, tendo uma norma brasileira, a gente pode começar a pautar outras questões. Ela pode ser referência para editais, contratos, certificações e políticas. Então, a gente sai de boas intenções para fazer acessibilidade na prática.
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[Amanda]
Então, pelo que eu estou entendendo, hoje a gente tem um cenário mais completo: a lei fala o que tem que fazer, mas a norma diz como fazer, certo?
E, além disso, eu percebo que, com a norma, a acessibilidade digital deixa de ser algo abstrato e passa a ter um caminho mesmo, de como aplicar.
Mas muita gente questiona — eu percebo isso quando a gente vai falar sobre a norma, principalmente para fora — por que criar uma norma ABNT, uma norma brasileira, se já existem as diretrizes internacionais, no caso, a WCAG do W3C?
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[Reinaldo]
Isso é interessante porque, por mais que existam diretrizes internacionais, não existia uma documentação técnica brasileira.
Já existiam documentações em português e até existe uma tradução dessa documentação, mas ter uma norma em português, especialmente de um corpo técnico como a ABNT, ajuda nisso que a Jeniffer comentou: ela dá força para você poder exigir como política pública, exigir em uma licitação ou até na contratação de serviços.
Isso é muito importante, especialmente porque está no nosso idioma. E um ponto importante é que essa norma não é simplesmente uma tradução da WCAG, da documentação do W3C. Ela foi criada com especialistas exatamente para ser mais fácil de compreender no cenário brasileiro.
Ela cobre todos os critérios da documentação internacional, só que de uma forma mais simples, para ser implementada aqui no Brasil.
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[Amanda]

Então, se eu estou entendendo direitinho, ela não veio para substituir a WCAG: ela veio para simplificar, principalmente considerando o contexto brasileiro, já que foi feita por especialistas brasileiros. É do Brasil para o Brasil, certo? Acho chique, acho chique.
Jeni, quando a gente diz que essa norma é prática — eu comentei que a lei fala o que tem que fazer, mas a norma mostra como — o que isso significa quando a gente olha para a estrutura da norma, de fato?
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[Jeniffer]
Sim. Quando a gente pensa na organização da ABNT 17225, ela foi pensada para ser mais prática. Então, embora contemple tudo o que tem na WCAG 2.2, ela está organizada de um jeito mais fácil de entender no dia a dia, muito focada nos itens de verificação.
A gente tem uma série de diretrizes e, dentro de cada uma, itens de verificação. Esses itens de verificação são o que, no final do dia, a gente vai testar para entender se está acessível ou não.
Com tudo isso, a gente ajuda as equipes a construir esse conhecimento, falar essa linguagem comum e usar a norma de um jeito mais fácil no dia a dia. A ideia é que todo mundo não tenha medo de usar a norma no dia a dia.
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[Reinaldo]
É, e o legal dessa norma é que ela está construída dessa forma que a Jeniffer comentou. Você tem, por exemplo, uma área específica para falar sobre imagens, outra para verificar acessibilidade em campos de formulário, outra para conteúdo audiovisual.
Então, é muito mais fácil para quem vai procurar algo específico. Alguém que trabalha com audiovisual, por exemplo, já vai direto naquela informação. É uma forma mais simples de localizar esse conteúdo.
E a norma traz também coisas que vão além: questões comuns na web e muito utilizadas, como CAPTCHA, reconhecimento facial… itens que podem ter barreiras de acessibilidade. A norma tem boas práticas relacionadas a esses cuidados.
Só, Amanda, desculpa interromper antes de a gente seguir: essa facilidade de compreensão amplia o público que vai consumir a norma, porque a documentação do W3C tem um formato mais robusto, ligada a vários outros documentos. Desenvolver a norma dessa forma torna tudo mais fácil.
Se você comparar a norma com a documentação do W3C, você percebe como é mais simples ler o conteúdo da norma e até comparar os dois. Dá até vontade de dizer: “poxa, por que o W3C não está escrito de uma forma mais simples desse jeito?”, né?
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[Amanda]
Realmente, o W3C é um documentão, gigantesco, e a linguagem também é mais rígida, para não dizer de outra maneira.
Então, se eu estou entendendo direitinho: a ABNT muda a forma de apresentar, mas sem perder o conteúdo da WCAG, e está adaptada para quem vai aplicar essas diretrizes e requisitos no dia a dia. É isso, Jeni?
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[Jeniffer]
Sim. E, para fechar esse tema: se você já segue a WCAG 2.2, nada do que tem na norma deixa de ser válido. A gente usa essas diretrizes como base para construir a norma. Então, as duas são bem correlacionadas.
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[Amanda]
É. Uma coisa que as pessoas têm que ter em mente é que a acessibilidade é um caminho de evolução da tecnologia. É algo que a gente tem que contemplar desde o início dos projetos, e não pensar nela só depois, como algo que se resolve de uma vez.
E é importante mencionar aqui — já que tanto o Rei quanto a Jeni falaram — que o Ceweb tem uma publicação na nossa plataforma de referência de acessibilidade digital, no endereço https://todosnaweb.ceweb.br, que fala sobre a relação entre WCAG 2.2 e ABNT 17225. Vale muito a pena vocês irem conferir.
Vocês querem complementar mais alguma coisa sobre isso? Senão, vou puxar outros assuntos.
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[Jeniffer]

Está dentro da área de Publicações da nossa plataforma.
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[Amanda]
Agora, estou curiosa. Na verdade, curiosa não, porque eu acompanhei, tá, gente? Mas eu acho que muita gente tem curiosidade.
Rei e Jeni — porque a Jeni pegou a ponta final, mas o Reinaldo coordenou essa norma e participou desde o começo — você esteve na linha de frente da construção da norma. Como foi esse processo dentro da ABNT? Como foi conduzir tudo isso?
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[Reinaldo]
Foi muito legal. Eu acho que foi um privilégio poder coordenar essa norma, mas foi um trabalho árduo — um trabalhão de quase dois anos.
Contou com a participação de especialistas de diversos setores: academia, governo, sociedade civil. Pessoas com deficiência participaram da construção da norma. Dezenas de pessoas ajudaram a construir no âmbito da ABNT.
Foi muito legal porque boa parte dos maiores especialistas em acessibilidade digital do país participou da construção dessa norma. E foi um barato, porque cada reunião parecia uma aula.
Eram reuniões semanais de mais de duas horas. Teve semana em que a gente fez duas, três reuniões. Eu já vi reunião durar mais de quatro horas. Tinha reunião para discutir tabela que demorou, sei lá, três semanas.
Mas foi interessante porque cada reunião era uma aula. Cada construção, cada parte desse documento, era uma aula.
E você percebe o cuidado desses especialistas com acessibilidade. Foi muito bom. E eu acho que essa norma é um marco para a acessibilidade no Brasil. É um documento importantíssimo e tende a fazer diferença na acessibilidade digital no país.
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[Jeniffer]
Sim. Uma grande riqueza desse processo é a questão do consenso. Não foi apenas um tipo de perspectiva avaliada e considerada. Foram muitas perspectivas, muitas questões relacionadas ao uso real e às experiências reais — inclusive das barreiras de acessibilidade — que foram consideradas. Isso torna tudo muito mais interessante.
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[Amanda]
Um textão, né? Que surgiu de uma troca de vários especialistas, de várias experiências e vivências. Acho importante falar isso para o pessoal que está em casa.
E qual foi o papel do Ceweb, de fato, nessa coordenação?
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[Reinaldo]
O nosso papel foi fazer toda essa articulação com esses atores.
Já existia uma demanda do mercado por essa norma, porque outros países também tratam de regular utilizando padrões técnicos. Então, ter uma norma da ABNT já era uma necessidade que vinha sendo solicitada.
Por um lado, tinha uma cobrança: todo mundo querendo que saísse uma norma técnica o quanto antes. Por outro, tinha todo um cuidado técnico desses especialistas para sair um produto de qualidade e com consenso.
E isso que a Jeniffer comentou é importante: todo mundo de acordo de que aquilo era o melhor a ser feito para acessibilidade e para seguir o que está sendo feito internacionalmente.
Então, reforço: seguir essa norma faz com que a gente também siga as diretrizes implementadas no mundo inteiro. A gente segue as mesmas diretrizes, só que descritas de forma diferente, para facilitar a compreensão de quem vai usar.
Foi desafiador coordenar essa norma, mas acho que o resultado foi muito bom.
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[Amanda]
A gente mencionou várias vezes que, quando você segue a norma, você segue as diretrizes internacionais, e acho que vale mencionar também que a WCAG virou norma ISO.
Então, se você segue a norma ABNT, você segue a WCAG e a norma ISO. São várias adequações que você contempla ao adotar a norma ABNT.
Tá bom, já entendemos: foi muito legal, foi muito bom, mas deu trabalho pra caramba. Sabendo que deu tanto trabalho, o que vem agora?
Quais são os principais desafios e também as oportunidades na aplicabilidade da norma? O que a gente espera? Lembrando que, quando isso daqui for lançado — o Todos na Web, esse podcast — vai estar fazendo um ano do lançamento da norma. Então, o que a gente espera disso?
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[Reinaldo]
O maior desafio agora é o uso da norma de verdade: adotar essa norma no processo de desenvolvimento de aplicações, sites, aplicativos, em geral.
Considerando esse um ano com a norma da ABNT, eu acho que vale uma reflexão: ainda existe um cenário de compreender como essa norma foi desenvolvida. Muita gente já conhece a WCAG e pode usar aquele documento publicado no site do Todos na Web que compara as documentações.
A gente está nesse momento de adoção — a adoção da norma da ABNT.
Isso é muito importante porque ela vai servir para políticas públicas, para contratações e, especialmente, para a gente começar a tratar de capacitações.
Quando a gente fala de acessibilidade, capacitar com base na norma da ABNT — que cobre as diretrizes internacionais — é fundamental para dar um próximo passo. Para normalizar esse processo de tratar acessibilidade em aplicações digitais.
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[Jeniffer]
Sim. E, com isso que o Reinaldo falou, conforme a gente vai capacitando empresas e pessoas a respeito da norma, a gente impacta o mercado e ele vai ganhando maturidade institucional.
Hoje, muitas vezes, as pessoas têm iniciativas pontuais de acessibilidade, mas isso não resolve o problema. Muitas vezes, essas iniciativas são descontinuadas ou muito específicas — e isso não resolve a questão de fato. Então, a gente tem um impacto pequeno, mais limitado.
Quando a gente tem essa norma e começa a incorporá-la no dia a dia, usando de forma prática, a gente consegue definir responsabilidades: quem olha para qual parte, quem mexe com o quê. E até deixar a norma disponível para consulta no dia a dia, seja na mesa, seja na versão digital.
Isso ajuda também a criar critérios de acompanhamento, pautar decisões e olhar para o ciclo de produto desde o começo, já tendo isso como ferramenta de apoio para a maturidade institucional crescer e se expandir.
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[Amanda]
E vocês mencionaram bastante essa parte da maturidade institucional e das decisões, que vem muito do lado da gestão, né? Também não coloca a responsabilidade inteira no pessoal de desenvolvimento.
Então, é correto afirmar que as oportunidades que surgem com o lançamento da norma estão muito mais no modo de orientar decisões do que na existência da norma em si?
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[Reinaldo]
Eu diria que a norma é boa para todo mundo.
Ela é boa para a empresa se adequar a questões de acessibilidade — seja por questões legais, seja porque quer ampliar seu público. É boa para desenvolvedores, designers, produtores de conteúdo.
Para quem desenvolve um produto digital, um software, uma ferramenta, você amplia seu público.
Tudo isso gira em torno do desenvolvimento da cultura da acessibilidade: começar a tratar acessibilidade como um requisito importante e essencial no desenvolvimento de software no Brasil, especialmente de produtos digitais.
A norma ajuda nesse sentido: a gente tem mais uma documentação robusta para desenvolver um produto de mais qualidade
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[Jeniffer]
Sim. E, para mim, software só tem qualidade se ele é acessível. Se não é acessível, não é um produto digital de qualidade.
E essa propagação do uso da norma e da divulgação da norma vai fazer com que muitos aprendizados surjam. Conforme as pessoas forem consumindo o conteúdo, vão aparecer dúvidas e perrengues da vida real, de tentar aplicar.
Isso vai movimentar o ecossistema para entender como fazer de uma forma mais fluida ao longo do tempo.
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[Amanda]
É isso, né, gente? A acessibilidade é cultural, é atitudinal. Ela tem que estar no nosso dia a dia, não só na hora de entregar e resolver fazer uma gambiarra, né? Vamos dizer assim.
Porque o próximo passo é coletivo. A gente tem que transformar esse marco técnico em impacto real para as pessoas.
Acho que a gente contextualizou bem o que é a norma e por que resolveu criar essa iniciativa do podcast Todos na Web. E, antes de encerrar, eu acho que vale recapitular e explicar rapidinho como o Todos na Web e essa série de episódios do podcast que a gente está lançando está organizada, efetivamente.
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[Jeniffer]
Como a nossa proposta é tratar a ABNT 17225 de forma prática, nós vamos ter 16 episódios.
Cada episódio foca em uma das diretrizes dentro da norma, e a ideia é trazer exemplos, vivências e o “como fazer” no dia a dia: o que você precisa considerar, no que prestar atenção, para fazer essa aplicação da norma algo tranquilo e suave dentro do seu processo de desenvolvimento.
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[Reinaldo]
A ideia é pegar a documentação da norma e traduzir de forma mais simples, em formato de vídeo e, principalmente, com especialistas que participaram da construção da norma.
A parte rica é isso que a Jeniffer comentou: a vivência das pessoas, além de ter pessoas com deficiência participando desse processo. São pessoas que participaram da construção da norma.
Então, é muito legal porque cada episódio trata de um bloco de conteúdo da norma e a gente consegue ter um resumo do que usar para aplicar acessibilidade.
É um formato diferente. Acho que vocês vão gostar do conteúdo e do formato: está bem dinâmico e mais rápido para apresentar a norma.
Vocês vão perceber que, a partir dessa série de vídeos, pegar depois o conteúdo da norma para estudar e aplicar vai ser muito mais fácil.
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[Amanda]
Vale mencionar também que, apesar de os episódios não serem lançados na mesma ordem dos requisitos da norma, vale muito a pena assistir tanto na sequência quanto individualmente.
Se você quiser, pode começar por aqueles que fazem mais sentido para o seu estudo ou trabalho. O importante é consumir o conteúdo.
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[Jeniffer]
Sim. A ideia é que o aprendizado seja contínuo: que você volte aqui várias vezes para rever alguma coisa, para escutar de novo um episódio que faça mais sentido na sua situação naquele momento específico, e que esse conteúdo vá se construindo e que você vá entendendo a norma aos pouquinhos, de uma forma mais divertida.
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[Amanda]
Boa. E é isso, gente!
Para acompanhar os próximos episódios, é só seguir o podcast na sua plataforma de áudio ou vídeo preferida. Aproveite também para conhecer a nossa plataforma — que eu já mencionei aqui no episódio — a plataforma de referência em Acessibilidade Digital do Ceweb, no endereço https://todosnaweb.ceweb.br.
Lá tem muito conteúdo bom também sobre a norma, de forma bem descomplicada. Compensa muito vocês acessarem.
Continuem acompanhando a gente. Até a próxima! Tchau!