Tendências tecnológicas para o setor público em 2026
Infor Channel - 2/3/2026 - [gif]
Digitalização avança e impulsiona IA, biometria, IoT e novas camadas de segurança no atendimento ao cidadão
Com a digitalização dos serviços públicos ganhando tração em todo o País, 2026 desponta como um ano de consolidação de tecnologias que prometem transformar a relação entre governo e população. O movimento já é perceptível: segundo a pesquisa TIC Governo Eletrônico 2023, do NIC.br, 91% das prefeituras brasileiras já oferecem ao menos um serviço online aos cidadãos, um salto significativo em comparação aos 75% registrados há uma década.
Esse cenário cria terreno propício para soluções mais inteligentes e integradas. “A infraestrutura digital amadureceu. Agora entramos na fase da inteligência, da integração e da Segurança avançada”, afirma Antonio Carlos Censi, diretor de Tecnologia da Montreal, uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil.
O uso de Internet das Coisas (IoT) no setor público avançou de 18% para 27%, segundo o NIC.br, e deve crescer de forma acelerada em 2026
A seguir, o executivo destaca cinco principais tecnologias que devem orientar o setor público em 2026:
Inteligência Artificial (IA)
A adoção da IA na administração pública cresce de forma consistente. De acordo com o NIC.br, o uso da tecnologia passou de 24% para 30% dos órgãos em apenas dois anos. Em 2026, a tendência é que a IA assuma funções mais estratégicas, apoiando análise de Dados, triagem de processos, previsão de demandas, atendimento automático e auditorias inteligentes.
“A IA deixa de ser um experimento e passa a ser ferramenta operacional. Ela reduz filas, melhora o atendimento e permite que governos tomem decisões com base em evidências”, explica o diretor da Montreal.
Biometria
Com o avanço dos serviços digitais, métodos robustos de identificação tornam-se essenciais. Em 2026, diferentes formas de biometria, seja digital, facial, de íris e de voz, devem entrar definitivamente no cotidiano do cidadão.
A biometria garante mais segurança em serviços sensíveis, como cadastro social, programas de transferência de renda, saúde, previdência e emissão de documentos. “Biometria será a porta de entrada do cidadão digital. Ela simplifica o acesso, evita fraudes e reduz custos operacionais. É uma tecnologia que traz segurança sem complicar a experiência do usuário”, destaca Antonio Carlos Censi.
IoT e sensores inteligentes
O uso de Internet das Coisas (IoT) no setor público avançou de 18% para 27%, segundo o NIC.br, e deve crescer de forma acelerada em 2026.
Sensores distribuídos em infraestrutura urbana permitem monitoramento em tempo real para iluminação, trânsito, coleta de lixo, distribuição de água, saneamento e emergência climática, um tema central pós-COP30, realizado no Brasil. A expansão da IoT deve ganhar força especialmente em cidades médias, que buscam eficiência e redução de custos operacionais.
Infraestrutura de Dados e interoperabilidade
Com a expansão da digitalização, integrar sistemas antigos e novas plataformas torna-se indispensável. A interoperabilidade — conectar diferentes bases de Dados para que “conversem entre si” — deve ocupar o centro das agendas federal, estaduais e municipais.
Sem infraestrutura integrada, tecnologias como IA e biometria não atingem seu potencial. “A próxima década será marcada pelo governo conectado. A integração dos Dados públicos permitirá serviços mais simples e rápidos para o cidadão e mais eficiência para o gestor público”, afirma o especialista.
Cibersegurança
Com o Estado cada vez mais digital, a proteção de dados torna-se prioridade absoluta. De ataques de ransomware a invasões de sistemas de saúde ou educação, a demanda por segurança deve crescer exponencialmente em 2026.
A tendência é a adoção de soluções avançadas, como criptografia de ponta, monitoramento contínuo, identificação biométrica e arquitetura Zero Trust. “Sem Segurança, não há confiança e sem confiança, não há governo digital”, reforça o diretor da Montreal.
Um novo patamar para o serviço público
O conjunto dessas tecnologias indica que o Brasil está entrando em uma etapa mais madura de modernização. A digitalização básica já foi superada: a tendência agora é aprofundar qualidade, integração, segurança e eficiência.
Segundo o especialista, em 2026, o desafio será garantir que esses avanços cheguem não apenas às capitais e grandes centros, mas também aos municípios pequenos onde a oferta de serviços digitais ainda é mais limitada.
A Montreal, empresa de tecnologia da informação do País. Com quase 40 anos de experiência, atua com foco em inovação, responsabilidade social e sustentabilidade, desenvolvendo soluções inteligentes para transformar a experiência de seus parceiros e clientes. Seu propósito é claro: facilitar o meio para entregar o novo.

