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23 ABR 2021

“Sorrir é o melhor remédio”, brasileiros buscam alegria no isolamento social


Daynews - 20/4/2021 - [gif]


Autor: Camyla Rondonn
Assunto: TIC Domicílios

Stand-up trouxe sorrisos pela internet durante a pandemia no Brasil

Ter acesso a arte e cultura no Brasil, nem sempre foi para todos, ou até mesmo foi pouco prestigiada e por muitas vezes é quase um artigo de luxo ou algo exclusivo da classe A, brasileira.

Porém, com algum esforço, e algumas políticas públicas, tornou-se possível para a classe C e D, adquirir estudo universitário, ir ao teatro, museus, realizar viagens, conhecer o seu próprio país e até o exterior, assim ampliando seus conhecimentos.

O stand up, saiu dos barzinhos e ascendeu aos teatros de todo o Brasil, tomou conta das mais diversas plataformas nas redes sociais, o que foi extremamente útil nesse período pandêmico.

Nos últimos anos, o stand up, um tipo de humor com piadas feitas das observações do dia-dia e das próprias vivências, sem que necessariamente exista um cenário, uma caracterização. Onde há liberdade na escrita do próprio texto ou o improviso é bem marcado neste tipo de atração, sendo  assim muito popularizada.

É em meio a uma pandemia, onde o distanciamento social é necessário para impedir a contaminação e a proliferação do vírus que o cenário cultural se agravou: teatros fechados, cinemas sem sessão, casas de show impedidos de atuar, festas populares sem poder acontecer, museus sem visitação, viagens paralisadas e muitas fronteiras fechadas. Tudo para manter a biossegurança.

Muitos artistas Brasil afora tiveram que se reinventar, entender o novo contexto e se adequar, com pouco ou quase nenhum recurso. As redes sociais como o Youtube e Instagram foram um dos maiores impulsionadores.

Pelo Brasil ser extremamente plural, com a  cultura  diversificada, muitas expressões artísticas regionais foram divulgadas com muito bom humor através dos artistas, e a internet tem ajudado a difundir. Principalmente quando uma gafe acontece, que foi o caso do “cavalinho” do Cuiabá Esporte Clube no Fantástico, havendo uma comoção nas redes sociais, reclamando sobre o sotaque que parecia mais mineiro do que e o linguajar “Cuiabanês”

Nos perfis sociais era possível ver publicações como: “Tem que mudar o sotaque do cavalinho do Cuiabá” disse Alex Alves, “Não temos sotaque mineiro” reclamou Michael Marques. Após diversos alertas, e com a correção no linguajar, novos pronunciamentos, agora, por finalmente ter uma pronúncia mais característica vieram os elogios e agradecimentos da população cuiabana. 

Com os brasileiros em casa, ou aqueles que assim podiam e tinham acesso à internet, a pandemia em um certo nível pode ser amenizada, ainda que de forma momentânea com vídeos na internet sendo uma válvula de escape nesse momento tão incerto. A plataforma do Youtube teve um aumento de 91% no tempo de permanência dos usuários na rede, segundo a pesquisa ComScore VideoMetrix, que comparou os acessos de julho de 2019 a julho de 2020.

A comédia não ficou de fora. Tiveram lives transmitidas por meio privativos, os drive-in, o qual pressupõe um público que dispõe de uma melhor aquisição e as lives no YouTube de forma gratuita, é mesmo assim, o entretenimento não é para todos.

Aproximadamente 30% dos lares no Brasil não têm acesso à internet, de acordo com a pesquisa da “TIC Domicílios 2019“. Dados levantados pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic).

Um dos comediantes de stand-up que mais se destacaram, Afonso Padilha, com 2,33 mil inscritos, no show especial, com mais de uma hora de duração, com plateia, tal apresentação foi publicada no dia 31 de janeiro de 2021, na plataforma do YouTube. Intitulado de  “Desessencial”, uma referência a não essencialidade do trabalho humorístico, tinha até o dia (18.04) 2.763.833 visualizações retratando de forma bem humorada as situações da pandemia.

A humorista, Giovana Fagundes, com 373 mil inscritos, em seu show presencial de pouco mais de 8 minutos, publicado no dia 03 de março de 2021, na plataforma do YouTube.  Intitulado de “Tipos de pessoas na pandemia”, que conta com mais de 114.600 visualizações, ela relata os poucos shows e a importância dos vídeos como fonte de renda.

Como dizem por aí, “Sorrir é o melhor remédio”, segundo Mark Stibich, autor do artigo sobre os benefícios do sorriso, a diminuição do estresse, alívio da dor, melhora a imunidade, autoconfiança e melhora o sono, entre outros, o que explica o aumento do acesso a esse tipo de conteúdo.

O TikTok também ocupou o dia-dia dos usuários, e até mesmo quem nunca tinha visto, baixou o aplicativo para saber do que se tratava. Com muito humor, entreteu por alguns momentos aqueles que assistem os vídeos, engraçados, de dublagens, danças, irreverências, duetos, entre outros.

Tal rede social, foi um dos aplicativos mais baixados em 2020, com 315 milhões de downloads, mas ele não é apenas para levar risos, mas também notícias sérias, com conteúdo de relevância e curiosidade. Mas foi com o humor que se popularizou, assim muitos famosos como Marcos Mion, Isis Valverde entre tantos outros aderiram.

O próprio ministro Luís Roberto Barroso, representando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), utilizou o app durante a pandemia para levar informação de grande utilidade, mas de forma “leve”, tamanho o sucesso dessa rede social, onde os usuários, na maioria, são jovens.

Bianca Barcelos, 23 anos, estudante universitária, solteira, disse que durante esse um ano muitas vezes a comédia foi a sua companhia, e a internet o seu meio de buscar e ter contato com outras culturas.

“A cultura no Brasil é muito subestimada, mas quando nos falta a buscamos em todos os lugares, e nesse momento é a internet o caminho mais fácil”, afirma. 

Desde 2019, a cultura vem sendo deixada de lado, sem receber o valor merecido. Exemplo disso é que neste ano o Ministério da Cultura foi extinguido, de acordo com o Decreto 9.674, transformando a pasta  em uma secretaria. Vale ressaltar que o Ministério da Cultura foi criado no governo de José Sarney, em 1985. 

Nesta sexta-feira (16.04), André Porciúncula, responsável pela Lei Rouanet na Secretaria Especial da Cultura, assinou um decreto que prioriza projetos como eventos online, e exclui,  neste momento, os quais tem previsão para acontecer presencialmente, em razão da pandemia da Covid-19. A medida foi publicada no Diário Oficial da União. Mas não é de hoje que o setor cultural no Brasil tem sido afetado pela falta de recursos e incentivos públicos. 

 

10 Motivos para sorrir 

1. Sorrir libera substâncias químicas associadas ao bem-estar

2. Sorrir estimula o sistema imunológico

3. O sorriso alivia a tensão física e o estresse

4. O sorriso faz bem para o coração

5. Um sorriso pode reduzir a ansiedade e o medo

6. Compartilhar um sorriso gera relações de confiança

7. Sorrir ajuda a resolver conflitos

8. Um sorriso atrai mais pessoas para perto de você

9. Sorrir inspira comportamentos positivos

10. O sorriso interno é o melhor remédio da mente

 

Informação via Factorio MT / Camyla Rondonn