Domínio .br completa 25 anos
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Domínio .br completa 25 anos
IDG Now! - 15/04/2014 - [ gif ]
Autor: Cristina de Luca
Assunto: Domínio
O domínio “.br” completa 25 anos de ativação na próxima sexta-feira, 18/04. Ele é a identidade das marcas brasileiras na internet. Todo domínio embaixo do “.br” identifica sites genuinamente brasileiros.
O primeiro registro ‘.br’ foi feito em 1989 – dois anos antes da primeira conexão à internet no Brasil – quando Jon Postel, responsável pelo serviço IANA (Internet Assigned Numbers Authority), delegou à Fapesps a gestão do domínio de topo para código de país (ccTLDs, country-code Top Level Domain) para o Brasil. Na época, o domínio foi utilizado para identificar as máquinas que participavam das redes já utilizadas pelos acadêmicos brasileiros para troca de mensagens – a BITNET (Because It’s Time NETwork), a HEPnet (High Energy Physics Network) e a UUCP (Unix-to-Unix Copy Program).
Em 1995, foi criado o Comitê Gestor da Internet para, entre outros objetivos, coordenar a atribuição de endereços Internet (IPs) e o registro de nomes de domínios “.br”.
O DNS (Sistema de Nome de Domínios) começou a funcionar em 1996 com 851 domínios registrados. Com o passar dos anos foi automatizado, graças a um software de desenvolvimento interno que permitiu ao país chegar, com eficiência e segurança, à administração de mais de 3,4 milhões de registros atualmente, realizados por pouco mais de 2 milhões de usuários cadastrados na base de dados do Registro.br, órgão do Comitê Gestor que, desde 1995, cuida do registro de nomes de domínios, da administração e da publicação do DNS, além dos serviços de distribuição e manutenção de endereços Internet.
A existência de mais de 3,4 milhões de domínios “.br” demonstra a maturidade que o Brasil chegou no uso da internet. Menos de uma dezena de domínios mundiais ccTLDs têm mais domínios registrados que o “.br”
A grande vantagem de usar o .br é que, ao recolher a taxa de 30 reais por ano, que gera um superávit grande, o Registro.br pode reinvestir esse dinheiro na manutenção de inciativas relevantes como a operação dos pontos de troca de tráfego, os estudos do CETIC.br que geram valiosas estatísticas sobre o uso da Internet no Brasil, as ações de segurança e as cartilhas distribuídas o pessoal do CERT, e os cursos gratuitos de IPv6. O que entra para o .br volta para internet brasileira.
“É importante destacar que não contamos com nenhum tipo de subsídio federal para realizar qualquer dessas iniciativas”, ressalta Demi Getschko. “Também não temos nenhuma intenção de subsidiar a iniciativa privada”, comenta ele, em alusão à futura atuação do NIC.br como provedor de “back end” para gerenciar e publicar a base de dados com os nomes de novos sufixos genéricos na Internet, os chamados “top level domains”, junto à Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN).
O NIC.br foi escolhido pela prefeitura do Rio de Janeiro, as organizações globo e o UOL para ser “back end” dos domínios “.rio“, “.globo” e “.uol“. “O próprio NIC.br submeteu propostas para obtenção de novos domínios “.bom” e “.final”, para qualquer eventualidade”, explica Demi Getschko. Segundo ele, a atuação do NIC.br como “operador de back end” é um movimento de defesa do “.br“, já que diversos operadores multinacionais já se preparam para atuar no Brasil.
Para fazer tudo isso, o Registro.br mantém uma equipe de profissionais altamente qualificados, que a todo o momento analisam e desenvolvem novas ferramentas para aprimorar o sistema de registro de domínios brasileiro e para manter a liderança tecnológica nessa área. Exemplo disso é o projeto DNSSEC, um padrão internacional que estende a tecnologia DNS. O DNSSEC adiciona um sistema de resolução de nomes mais seguro, reduzindo o risco de manipulação de dados e informações. Pouco mais de 14% de todos os domínios brasileiros já usam DNSSEC, incluindo os domínios para o Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público, e todos os grandes bancos que utilizam o domínio b.br.
Hoje, o Registro.br também opera e mantém os serviços de base de dados do LACNIC. O NIC.br e o LACNIC assinaram um acordo de cooperação, mediante o qual endereços IPv4, IPv6 e ASNs referentes ao Brasil seguem sob responsabilidade do NIC.br, enquanto o LACNIC funciona como o registro regional de endereços de Internet para a América Latina e Caribe.
Melhorias no registro
Desde fevereiro deste ano, criptografia mais forte, nomenclatura acessível e um processo de registro simplificado estão entre as principais melhorias do site do registro.br.
O site ganhou uma aparência mais leve, o conteúdo foi reavaliado para se tornar mais didático e novos recursos foram implantados. Outro destaque é a possibilidade de multi-pagamentos, que permite um único processo de pagamento para a renovação dos domínios registrados no mesmo CPF ou CNPJ.
“O Registro.br percebeu que precisava de uma linguagem, tanto visual quanto de texto, que se aproximasse mais das pessoas”, destaca Rubens Kuhl, gerente de produtos e mercado do Registro.br.
Rubens explica ainda que a participação dos internautas também foi levada em consideração na elaboração do novo projeto. O recurso de multi-pagamentos, por exemplo, surgiu a partir de sugestões recebidas pela central de atendimento do Registro.br e por meio do contato direto com os usuários da página.

